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Rita Benneditto mostra sua macumba elétrica na Lapa

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Desde sua estreia, no longínquo ano de 2003, o show "Tecnomacumba" transcendeu o palco: virou manifesto de brasilidade, desmistificou as religiões de matriz africana e abriu caminhos sonoros ao combinar cânticos tradicionais, pontos de terreiro e clássicos da MPB com batidas eletrônicas.

Neste sábado (7), o Circo Voador recebe a celebração de mais de duas décadas do projeto comandado pela cantora maranhense Rita Benneditto.

"Este show é uma homenagem à nossa ancestralidade e uma forma de exaltar a beleza e a potência dos cultos afro-brasileiros", define a artista, que começou a carreira em São Luís aos 15 anos, foi indicada ao Grammy na categoria melhor álbum de pop rock pelo disco "Pérolas aos Povos" e acumula nove álbuns.

Nm país onde essas religiões ainda enfrentam intolerância, o projeto se firmou como plataforma de respeito e memória — e se expandiu para videoclipes, exposições, bloco de carnaval e livro de fotografias. "O mais importante é manter-se vivo, criativo, atento e forte", afirma.

No palco, Rita é acompanhada pela banda Cavaleiros de Aruanda: Fred Ferreira (direção musical e guitarra), Humphry Scott (contrabaixo), Ronaldo Silva (bateria e programação eletrônica) e Júnior Crispim (percussão). O repertório traz "Domingo 23", "Cavaleiro de Aruanda", "É D'Oxum", "Mamãe Oxum" e "7Marias", cujo videoclipe já soma mais de cinco milhões de visualizações. Um novo registro ao vivo do projeto está previsto para 2027. (A.N.)

Servico

Rita Benneditto — Tecnomacumba

Circo Voador (Rua dos Arcos, s/nº Lapa)

7/11, às 22h.

Ingressos a partir de R$ 140 e R$ (meia)