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STF adia mais uma vez julgamento do piso nacional dos professores

Votação era aguardada na véspera do Dia dos Professores, celebrado nesta quinta

Por Por Raphaela Cordeiro

STF adia análise que poderia avançar na véspera da data da categoria

Após meses de espera, o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou novamente o julgamento que pode definir os efeitos do piso salarial nacional dos professores da educação básica nos planos de carreira. A análise foi suspensa nesta quarta-feira (14), após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, e ainda não há data para a retomada. Havia expectativa de que a votação avançasse na véspera do Dia dos Professores, celebrado nesta quinta-feira (15), como uma forma de marcar a data com uma definição sobre a remuneração da categoria.

Durante a sessão, o ministro Luiz Fux manifestou incômodo com a mudança na pauta de julgamentos. Ao apresentar voto em um processo sobre o regime de trabalho de guardas municipais, afirmou que havia se preparado para analisar a controvérsia sobre o piso nacional. "Eu procurei estudar bem o piso nacional", declarou.

O caso discute se o piso nacional, previsto na Lei nº 11.738/2008, deve servir de referência para o vencimento inicial da carreira do magistério público e repercutir nos demais níveis, faixas e classes. Por ter repercussão geral, a decisão deverá orientar processos semelhantes em todo o país.

A ação teve origem em um processo movido por uma professora da rede estadual de São Paulo, que pediu a adequação do salário-base ao piso, com reflexos na carreira. Após decisão favorável em segunda instância, o governo paulista recorreu ao STF.

O julgamento começou em dezembro de 2025 e foi interrompido após pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Retomada em maio de 2026, a análise foi novamente suspensa, desta vez por Gilmar Mendes. Antes da nova interrupção, o placar estava em 2 a 1 a favor da aplicação do piso na carreira, com votos de Toffoli e Alexandre de Moraes nessa direção, enquanto o relator, Cristiano Zanin, apresentou entendimento com condições para a adequação das redes de ensino.

A discussão envolve se o piso deve funcionar como vencimento-base inicial e repercutir nos demais patamares salariais ou se pode ser alcançado por meio de complementações, sem reajuste proporcional ao longo da carreira. Em 2026, o valor nacional é de R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais. A classe segue sem uma definição sobre o tema.