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Mendonça manda PT devolver verba pública usada em site do Foro de São Paulo

Partido usou R$ 11,7 mil do Fundo Partidário para reformulação de página da organização latino-americana

Mendonça manda PT devolver verba pública usada em site do Foro de São Paulo
Processo que envolveu uso do recurso partidário foi relatado pelo ministro André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral Crédito: Reprodução/TV Justiça

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o PT devolva aos cofres públicos R$ 11,7 mil usados para desenvolver e reformular o site do Foro de São Paulo. O gasto foi feito com recursos do Fundo Partidário e considerado irregular pela Corte, após julgamento que teve como relator o ministro André Mendonça.

A despesa aparece na prestação de contas do Diretório Nacional do PT referente a 2020, aprovada com ressalvas pelo tribunal. Segundo o acórdão, o partido contratou a empresa Completo Tecnologia Ltda. para “reformular layout e desenvolver novo website do Foro de São Paulo” na plataforma WordPress.

Ao prestar esclarecimentos, o partido afirmou que o Foro de São Paulo é uma organização que reúne partidos políticos, organizações e movimentos sociais de esquerda da América Latina para discutir pautas comuns. Para a legenda, essa relação demonstraria o vínculo da despesa com a atividade partidária.

Mendonça, porém, considerou que a justificativa não era suficiente para permitir o uso do Fundo Partidário. Segundo o ministro, os documentos mostram que o serviço foi contratado para beneficiar uma organização externa ao PT.

“A afinidade de interesses políticos e pautas comuns não basta para demonstrar o vínculo das despesas com as atividades partidárias”, afirmou o relator.

O TSE concluiu que os R$ 11,7 mil foram empregados em benefício de terceiro e determinou que o valor seja ressarcido ao Tesouro Nacional, com atualização.
*Outras irregularidades*

O gasto com o site faz parte de um conjunto de irregularidades de R$ 43.049,31 identificado nas contas do PT. Também foram apontadas despesas com passagens aéreas sem documentação suficiente, no valor de R$ 13.320,65; outros R$ 6.052,81 sem comprovação adequada; e R$ 11.975,85 relativos a passagens internacionais cuja vinculação com a atividade partidária não foi demonstrada.

As irregularidades representam 0,05% dos R$ 94,3 milhões recebidos pelo partido do Fundo Partidário em 2020. Por considerar o percentual reduzido e não identificar indícios de má-fé, o TSE aprovou as contas com ressalvas e determinou a devolução dos R$ 43.049,31 ao Tesouro Nacional.