A reforma do imóvel que abrigará a nova sede administrativa do Procon de Campinas terá investimento de R$ 3,8 milhões, custeados com recursos do Fundo Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor, sem utilização de verbas do orçamento geral da Prefeitura.
Questionada pelo Correio da Manhã sobre os detalhes da obra, o cronograma de execução e a previsão de inauguração, a Administração municipal informou que ainda não há datas definidas, mas a expectativa é que o órgão ocupe o endereço em 2027.
O imóvel está localizado na Rua José de Alencar, 795, na região central, e é tombado pelo patrimônio histórico. Já o projeto prevê serviços de pintura, reparos no telhado, adequações nas instalações elétricas e hidráulicas, acabamentos e recuperação da fachada, além de outras intervenções necessárias.
Ainda de acordo com o Executivo, todas as obras seguirão as normas e recomendações dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio, para garantir a conservação das características históricas e arquitetônicas do edifício.
Além disso, segundo a Prefeitura, a mudança também deve contribuir para a revitalização da região central e oferecerá melhores condições de trabalho aos servidores do Departamento de Defesa do Consumidor.
A Administração informou ainda que está em processo de contratação de uma empresa especializada em engenharia. Embora a despesa já tenha sido ratificada, o procedimento ainda depende da conclusão dos trâmites administrativos para a formalização do contrato.
O cronograma de execução será definido após essa etapa. A Prefeitura também sustenta que ainda não há data estabelecida para a inauguração da nova sede.
Atualmente, a sede administrativa do Procon Campinas está instalada em um imóvel alugado na Rua Maria Monteiro, 1.028, no Cambuí. A intenção de transferi-la foi apresentada em julho de 2022, pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos-SP) como parte de uma proposta de mudança para o casarão na José de Alencar.
Na ocasião, a Prefeitura calculou que a saída do endereço atual permitiria economizar R$ 320 mil anuais com despesas de aluguel. O prédio escolhido tem cerca de 1.350 m², pertenceu à Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (Afpesp) e é protegido por tombamento histórico.
A previsão inicial era concluir a transferência em 2023, mas o projeto não avançou conforme o planejado.
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