Empresas que atuam no comércio exterior na região de Campinas devem reforçar o planejamento diante das eleições gerais deste ano e das mudanças no cenário internacional. Entre janeiro e maio, exportações e importações movimentaram mais de US$ 6,8 bilhões na região, segundo dados do estudo Balança Comercial das Diretorias Regionais do CIESP, divulgado em maio.
O levantamento aponta que Campinas registrou US$ 1,47 bilhão em exportações e mais de US$ 5,4 bilhões em importações no período. Entre os principais produtos enviados ao exterior estão máquinas e equipamentos, produtos farmacêuticos e artigos de borracha. No conjunto das diretorias regionais do CIESP, a corrente de comércio chegou a US$ 66,6 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, alta de 3% em relação ao mesmo período de 2025.
Diante desse cenário, a Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil (ADAB) recomenda que empresas não aguardem a definição do cenário político para avaliar possíveis impactos sobre suas operações. A orientação é acompanhar de perto fatores como mudanças regulatórias, políticas comerciais, relações entre países, variações cambiais, custos logísticos e condições de fornecimento.
Segundo o presidente da entidade, Valter Rezende de Oliveira, importadores e exportadores devem aproveitar o período anterior às eleições para revisar contratos, fornecedores, mercados de origem e destino, custos e procedimentos de compliance. A análise também deve considerar a participação de produtos importados nas cadeias produtivas e a dependência das vendas externas para os resultados das empresas.
Para a ADAB, o planejamento antecipado pode ajudar os negócios a identificar riscos e oportunidades antes de eventuais alterações no ambiente econômico e comercial.
Nesse contexto, o despachante aduaneiro pode atuar no acompanhamento dos procedimentos e das mudanças que afetam o comércio exterior. De acordo com Oliveira, o profissional pode compreender a operação de cada empresa e contribuir para decisões de importadores e exportadores com base em informações sobre riscos, custos e exigências. A medida busca reduzir riscos futuros.
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