Em um novo pedido enviado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), o Ministério Público Federal (MPF) pediu que o prefeito Rodrigo Manga (sem partido) fique proibido de manter contato com outros investigados e servidores públicos citados durante a Operação Cópia e Cola.
No documento enviado ao TRF-3, o MPF destaca que, mesmo após o prefeito Manga ter retornado ao cargo em abril deste ano, após cinco meses afastado, ele ainda pode causar interferência nas investigações e na produção de provas. Conforme o órgão, como Rodrigo Manga tem poder sobre os servidores municipais, estes poderão vir a ser convocados a depor no processo.
O MPF lembra que, depois de voltar a exercer as funções de prefeito, ele realizou nomeações de pessoas citadas diretamente nas investigações da Polícia Federal. No documento, são citados, por exemplo, os nomes de Clayton Lustosa e Luciana Fonseca, que agora fazem parte do braço direito do prefeito no governo, exercendo funções na Secretaria de Educação e na Secretaria Jurídica.
A PF suspeita que Clayton tenha recebido aproximadamente R$ 55 mil em dinheiro de origem ilícita. O nome dele é citado pelo menos três vezes nas anotações do pastor Josivaldo Batista de Souza, cunhado de Manga e também investigado.
Já sobre Luciana, a PF diz que ela teria recebido sete pagamentos, sem um valor específico. Nas investigações, os agentes localizaram trocas de mensagens entre ela e Josivaldo, o que indica a influência do pastor na Prefeitura de Sorocaba. O MPF vê como grave o retorno dos dois investigados a postos importantes ao lado do prefeito.
O recurso apresentado pelo MPF visa contestar a decisão que havia negado a prorrogação da medida cautelar no mês de agosto. Na época, a Justiça entendeu que não havia novos fatos que justificassem a continuação da restrição.
Quando a decisão estava vigente, o prefeito Manga estava proibido de manter contato com esses funcionários citados na Operação Cópia e Cola, em outubro de 2025. Ele chegou a ser afastado do cargo até abril deste ano, quando o Ministro do STF Nunes Marques acatou o pedido da defesa. A prefeitura foi procurada.
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