Região de Sorocaba

MPF quer proibir Rodrigo Manga de contatar investigados

Órgão vê risco de interferência em provas após retorno de investigados.

MPF quer proibir Rodrigo Manga de contatar investigados
Pedido busca impedir que o prefeito interaja com os citados na PF Crédito: Reprodução/YouTube

Em um novo pedido enviado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), o Ministério Público Federal (MPF) pediu que o prefeito Rodrigo Manga (sem partido) fique proibido de manter contato com outros investigados e servidores públicos citados durante a Operação Cópia e Cola.

No documento enviado ao TRF-3, o MPF destaca que, mesmo após o prefeito Manga ter retornado ao cargo em abril deste ano, após cinco meses afastado, ele ainda pode causar interferência nas investigações e na produção de provas. Conforme o órgão, como Rodrigo Manga tem poder sobre os servidores municipais, estes poderão vir a ser convocados a depor no processo.

O MPF lembra que, depois de voltar a exercer as funções de prefeito, ele realizou nomeações de pessoas citadas diretamente nas investigações da Polícia Federal. No documento, são citados, por exemplo, os nomes de Clayton Lustosa e Luciana Fonseca, que agora fazem parte do braço direito do prefeito no governo, exercendo funções na Secretaria de Educação e na Secretaria Jurídica.

A PF suspeita que Clayton tenha recebido aproximadamente R$ 55 mil em dinheiro de origem ilícita. O nome dele é citado pelo menos três vezes nas anotações do pastor Josivaldo Batista de Souza, cunhado de Manga e também investigado.

Já sobre Luciana, a PF diz que ela teria recebido sete pagamentos, sem um valor específico. Nas investigações, os agentes localizaram trocas de mensagens entre ela e Josivaldo, o que indica a influência do pastor na Prefeitura de Sorocaba. O MPF vê como grave o retorno dos dois investigados a postos importantes ao lado do prefeito.

O recurso apresentado pelo MPF visa contestar a decisão que havia negado a prorrogação da medida cautelar no mês de agosto. Na época, a Justiça entendeu que não havia novos fatos que justificassem a continuação da restrição.

Quando a decisão estava vigente, o prefeito Manga estava proibido de manter contato com esses funcionários citados na Operação Cópia e Cola, em outubro de 2025. Ele chegou a ser afastado do cargo até abril deste ano, quando o Ministro do STF Nunes Marques acatou o pedido da defesa. A prefeitura foi procurada.