Sul

K‑pop amplia espaço de dança e cultura no projeto UFRGS

Projeto oferece aulas gratuitas e integra dança, cultura e formação

K‑pop amplia espaço de dança e cultura no projeto UFRGS
A ideia é criar um espaço em que os membros pudessem se aproximar Crédito: UFRGS

Há 3 anos, o K-pop ganhou espaço na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) por meio do projeto de extensão K-UFRGS, que oferece aulas gratuitas de coreografias do gênero e integra dança, ensino e cultura. A iniciativa é realizada na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid), em Porto Alegre, e reúne estudantes da graduação em Dança e participantes da comunidade.

Os encontros ocorrem às sextas-feiras, das 15h às 16h30min. As aulas são ministradas por estudantes do curso de Dança, sob orientação da professora Rubiane Falkenberg Zancan, coordenadora do projeto.

O conteúdo inclui coreografias de grupos de K-pop e criações autorais dos graduandos, além de exercícios voltados a ritmo, coordenação, expressão corporal e autoconfiança.

O projeto foi criado a partir de uma proposta da estudante Giovana Menegazzo, que está no último semestre da graduação em Dança. A estudante escolheu o curso influenciada pelo K-pop e, ao ingressar na UFRGS, identificou a necessidade de ampliar o espaço para o estudo dessa linguagem artística na formação acadêmica.

A proposta passou a unir atividades abertas à comunidade com a formação dos futuros profissionais da Dança. Os graduandos participam do planejamento das aulas e, depois de cada encontro, avaliam as atividades e os pontos que podem ser aprimorados.

A metodologia permite que os estudantes exerçam práticas de ensino durante a graduação.

O trabalho parte do entendimento de que o K-pop não corresponde a um único estilo de dança. As coreografias incorporam elementos de linguagens como hip-hop, jazz funk e heels, entre outras danças urbanas. Nas aulas do K-UFRGS, a dificuldade das coreografias avança conforme o desenvolvimento da turma. A proposta busca atender participantes com experiência e pessoas que nunca tiveram contato com a dança.

O objetivo é trabalhar os movimentos e ampliar a percepção corporal.

A procura pelas atividades é maior que a capacidade atual do projeto e há lista de espera para novas vagas. Para participar, é necessário ter pelo menos 16 anos. Menores de idade precisam de autorização dos responsáveis.