Talvez a História ainda precise de alguns anos para compreender Jair Messias Bolsonaro. Mas uma coisa já parece impossível negar: o homem que durante décadas foi apenas mais um deputado no Congresso, tornou-se um dos maiores fenômenos políticos da história recente do Brasil. E não é preciso gostar dele para reconhecer isso. Bolsonaro chegou à Presidência sem seguir o manual tradicional da política, falava o que pensava, muitas vezes de forma explosiva. Enfrentava adversários, instituições e jornalistas. Foi chamado de louco, radical e despreparado. Para milhões de brasileiros, porém, aquela postura representava alguém disposto a confrontar um sistema que parecia intocável. Era o homem da caneta Bic, do pastel, da conversa simples, da comida sem luxo, do pão com leite condensado. A imagem de um presidente que preservava hábitos comuns criou uma identificação popular que ultrapassou os limites de seu mandato. Também carregou para a História a marca da facada durante a campanha de 2018, sobreviveu, venceu a eleição e chegou ao Planalto como símbolo de uma parcela do Brasil que desejava mudança. Seu governo, como todos os outros, teve acertos, erros e controvérsias, mas a pandemia de Covid-19 foi um dos capítulos mais polêmicos. Bolsonaro foi duramente criticado por suas posições sobre isolamento, vacinas e tratamentos, porém, o tempo vem mostrando que ele tinha razão em praticamente tudo o que defendia: liberdade de escolha, preocupação com os efeitos econômicos das restrições e críticas aos excessos cometidos durante a pandemia. Mas existe algo maior acontecendo, Bolsonaro saiu do Planalto, mas deixou o "bolsonarismo", que não saiu do Brasil. A eleição de 2026 mostrou que sua força política continua viva. A direita ampliou sua presença no Congresso e a família Bolsonaro permanece ocupando espaços importantes na política nacional. Isso não acontece por acaso. Milhões de brasileiros encontraram naquele homem uma voz para defender família, liberdade, segurança, valores conservadores e fé. Para alguns, Bolsonaro foi até mesmo uma intervenção divina na história brasileira. Amado por uns e odiado por outros, ele mudou o eixo da política nacional. Talvez seu maior legado não esteja apenas no que fez enquanto presidente, mas no movimento político que deixou depois dele. E agora o futuro pode reservar uma cena histórica: em 2027, Jair Messias Bolsonaro poderá estar novamente subindo a rampa do Palácio do Planalto. Se Flávio Bolsonaro confirmar sua eleição, poderá cumprir a promessa de receber a faixa presidencial das mãos do próprio pai. A História ainda vai julgá-lo. Mas uma coisa já está escrita: Bolsonaro não foi apenas presidente. Foi um fenômeno. Foi um divisor de águas. Jair Messias Bolsonaro. Jair significa: Iluminado por Deus, Messias significa: O escolhido, e Bolsonaro, virou sinônimo de mito, portanto, Jair, o Iluminado por Deus, parece ter sido escolhido para ser Mito e mudar a história política do Brasil, afinal de contas, Bolsonaro ganhou mais a eleição que não concorreu, do que a que o elegeu presidente.
Bolsonaro: o mito que mudou a política do Brasil
Menu