Além da acirrada disputa pela Presidência da República, o segundo turno das eleições de 2026 movimentou as urnas neste domingo (25) com disputas pelo comando de seis unidades da Federação. Eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins foram às urnas para escolher quem vai governar pelos próximos quatro anos. O resultado garantiu novo mandato a duas governadoras reeleitas e elegeu quatro novos chefes do Executivo estadual, em disputas que envolveram alianças regionais e o peso de lideranças nacionais.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) foi reeleita governadora ao derrotar Leandro Grass (PT). Com 90,01% das urnas apuradas, a candidata tinha 57,22% dos votos válidos, contra 42,78% do adversário, quando a vitória foi confirmada matematicamente. Celina assumiu o Palácio do Buriti em março, após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), de quem era vice desde 2023. Agora, conquista seu primeiro mandato por eleição direta ao cargo de governadora.
A continuidade da mesma forma também prevaleceu no Acre. Mailza Assis (PP) derrotou o senador Alan Rick (Republicanos) e garantiu mais quatro anos à frente do governo estadual. Com mais de 85% das urnas contabilizadas, a governadora registrava cerca de 67% dos votos válidos. Mailza assumiu o Executivo em abril, após a saída de Gladson Cameli (PP), que deixou o cargo para concorrer ao Senado. No primeiro turno, ela havia recebido 49,76% dos votos, ficando próxima de encerrar a disputa antecipadamente.
No Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) venceu Professora Maria do Carmo (PL) e retornará ao comando do estado, cargo que ocupou entre 2010 e 2014. Com 77,15% das urnas apuradas, Aziz somava 59,19% dos votos válidos, diante de 40,81% da adversária. A disputa reuniu candidatos apoiados pelos dois presidenciáveis: Aziz declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Maria do Carmo contou com o respaldo de Flávio Bolsonaro (PL).
A eleição amazonense também marcou o retorno de Aziz ao Executivo depois de dois mandatos consecutivos no Senado. O parlamentar chegou ao segundo turno na liderança, após conquistar 40,63% dos votos na primeira etapa, contra 24,49% de Maria do Carmo.
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) derrotou o governador Ricardo Ferraço (MDB). Ex-prefeito de Vitória, Pazolini alcançou aproximadamente 52% dos votos válidos, contra 48% do adversário, com 97% das urnas apuradas. O resultado confirmou a vantagem registrada no primeiro turno, quando havia obtido 49,65%. Apoiado por Flávio Bolsonaro, o candidato reuniu partidos de direita e participou de atos de campanha ao lado do presidenciável e de outras lideranças nacionais.
Já no Rio Grande do Norte, o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT), que adotou o nome Cadu de Lula nas urnas, venceu o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil). Com 97,86% da apuração concluída, o petista registrava 50,79% dos votos válidos, contra 49,21% do adversário. A vitória assegurou a continuidade do PT no governo potiguar, após os mandatos de Fátima Bezerra.
O resultado representou uma virada em relação ao primeiro turno, quando Allyson havia terminado à frente de Cadu por uma diferença de 15.509 votos. O Rio Grande do Norte foi o único estado do Nordeste a realizar segundo turno para governador neste ano.
No Tocantins, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador ao derrotar Professora Dorinha (União Brasil). Com 83,96% das urnas apuradas, o tucano tinha 63,95% dos votos válidos, contra 36,05% da adversária. Empresário e parlamentar em seu terceiro mandato na Câmara, Vicentinho também exerceu cargo de secretário estadual durante a gestão de Wanderlei Barbosa.
Os resultados encerram as disputas estaduais que chegaram ao segundo turno e definem a composição dos governos para o período de 2027 a 2030. Os eleitos assumirão os mandatos em janeiro de 2027.
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