Levantamento do Sescon Campinas realizado no terceiro trimestre de 2026 revela que apenas 3,5% das 113 empresas consultadas na região metropolitana (RMC) estão plenamente preparadas para os impactos da reforma tributária. Ainda de acordo com o sindicato das empresas de serviços contábeis, 60,2% das companhias ainda avaliam os desdobramentos, enquanto 8,8% nem iniciaram diagnósticos operacionais.
As mudanças programadas para 2027 trarão a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em substituição ao PIS e à Cofins. A reformulação prevê alterar a composição de custos efetivos, exigindo a reavaliação de contratos com fornecedores, a revisão de margens e a reestruturação da formação de preços no ambiente corporativo regional.
"Uma coisa é conhecer a reforma tributária. Outra é entender os impactos que ela vai trazer para o negócio. É preciso avaliar o que muda na operação, desde a emissão de notas até a relação com fornecedores e clientes", afirma o empresário contábil Bruno Loreno, sócio da Move Contabilidade Consultiva.
A transição demanda análises que extrapolam a troca de alíquotas, alcançando rotinas de faturamento, emissão de documentos e gestão de compras. Sob as novas regras, propostas comerciais de insumos com menor valor nominal nem sempre resultarão na opção de menor impacto financeiro final para as empresas.
"Um fornecedor que hoje oferece o menor preço pode não representar a mesma vantagem com a reforma. É importante analisar os novos cenários e entender como essas mudanças poderão afetar os custos do negócio", completa Loreno.
O cronograma de 2027 abrange também o início do Imposto Seletivo sobre produtos e serviços específicos com apelo ambiental ou de saúde, acompanhado do avanço do split payment, mecanismo que recolhe a fatia tributária de forma automatizada no ato do pagamento financeiro, demandando revisões nos processos de tesouraria e controle de caixa.
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