Principal rival de "Feito Pipa" no rol de longas finalistas para a escolha do nosso representante ao Oscar, "Vicentina Pede Desculpas" será lançado na Netflix no próximo dia 20, mas, nesta quinta-feira, estará disponível em diferentes salas do país, com distribuição Malute.
Produzido pela Filmes de Plástico, de MG, esse drama crepuscular fez sua primeira aparição no Festival de Tortonto, o TIFF, no Canadá, e passou em San Sebastián, na Espanha, em concurso pela Concha de Ouro. Ganhou por lá Menção Especial na entrega do Prêmio SIGNIS. Na 28ª edição do Festival do Rio, em outubro, o longa foi laureado nas categorias Melhor Direção e Melhor Roteiro, assegurando dois troféus Redentores para seu realizador, Gabriel Martins. Também foi o eleito do Júri Popular, no gosto carioca.
Em "Vicentina Pede Desculpas", Rejane Faria tem uma atuação em estado de graça vivendo uma professora aposentada, de 75 anos, que precisa lidar com a morte do filho, num desastre rodoviário, administrando as dúvidas (e suspeitas policiais e jurídicas) que cercam a tragédia. Seu rebento, chofer de ônibus, era o condutor do coletivo que caiu de um viaduto. Sem saber se o rapaz errou na condução ou se teve alguma culpa ao volante, Vicentina resolve visitar as famílias das vítimas e se desculpar com cada uma delas.
"Minas é um estado grande. Os vários rostos que aparecem no ônibus no início da história da Vicentina nos contam a história de pessoas que se mudaram de outras cidades mineiras, às vezes, algumas bem pequenas, para uma região metropolitana como BH, onde parte do filme foi feito, sendo que eu venho de Contagem", diz Gabriel. "Sendo ficção ou não, um filme é sempre o documentário de um tempo". (R. F.)
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